Com inúmeros prêmios nacionais e internacionais, Campus Itapina já é referência no ensino de Ciências Agrárias. E o interesse dos alunos não para de crescer

Referência nacional no ensino das Ciências Agrárias, o  Campus Itapina confirma sua fama todos os anos com os alunos conquistando os primeiros lugares da Olimpíada Brasileira de Agropecuária (Obap), competição científica para estudantes de cursos do eixo tecnológico em Recursos Naturais (técnicos em Agropecuária, Agricultura, Agroecologia, Zootecnia, Agronegócio, Alimentos e Agroindústria).

Trio foi selecionado para competição na França. Fotos: Alex Gouvêa – Estúdio Gazeta

Este ano, três alunos do campus foram selecionados para compor o time que vai representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Ciências da Terra (Ieso). A competição acontecerá na Cote d’Azur, França, entre 22 e 29 de agosto. Bruno Abreu Pancotto, Bruna Oliveira Magnani e Guilherme Pancieri farão parte da equipe junto com um estudante do Instituto Federal do Rio Grande do Sul.

De 2011, ano da primeira edição da Obap, até hoje, o campus conquistou ao menos uma medalha de ouro em cinco ocasiões. São premiadas as 15 equipes melhores colocadas, sendo cinco medalhistas de ouro, cinco de prata e cinco de bronze. A melhor participação foi em 2015, quando a unidade colocou 40 times entre os 50 melhores do país, sendo três medalhas de ouro, com a 1ª, 2 ª e 4 ª melhores notas por equipes.

“Começamos com um grupo pequeno. Tínhamos nove equipes na primeira edição da Obap. Agora inscrevemos uma média de 60 times por ano. Para os alunos é uma motivação muito grande participar da olimpíada. Percebemos uma aplicação deles durante as aulas de conhecimentos técnicos para chegar à competição, vencer e ganhar o direito de participar de uma Olimpíada Internacional”, explica o professor orientador Frederico Figueiredo.

Fases

Na competição, os alunos passam por duas fases. A primeira é realizada de forma virtual nas próprias escolas, com os alunos de cada equipe respondendo questões objetivas, individualmente. A soma da pontuação serve de classificatória para a etapa presencial, realizada em uma cidade-sede. Nessa fase nacional, os alunos participam de testes práticos em grupo e uma nova bateria de provas objetivas e discursivas individuais.

Mario Lovo, hoje estudante do curso superior de Agronomia no campus, fez parte da equipe brasileira que se classificou para a Ieso 2013, realizada na Índia, após ser medalha de ouro na Obap do ano anterior. Para ele, foi uma experiência enriquecedora participar de uma competição internacional. “A troca de informações e o convívio com estudantes do mundo inteiro acaba sendo mais importante durante a Olimpíada. Passamos a conhecer técnicas agrárias utilizadas nos mais diversos cantos do mundo”, afirma o estudante, formado no técnico em Agropecuária integrado ao ensino médio em Itapina.

A procura para entrar na Obap cresce na mesma proporção dos resultados obtidos pela escola na competição. Segundo a coordenação do campus, 50% dos alunos dos cursos técnicos integrados ao ensino médio chegam a montar equipes para participar da seletiva on-line da Obap. Para participar, alunos e professores se dedicam de forma intensiva aos estudos, e muitas vezes até adiantam matérias e assuntos que só seriam aprendidos no decorrer do curso regular.

Foi o que aconteceu em 2015 com a equipe “B ao Cubo”, formada pela aluna do curso técnico integrado em Zootecnia, Bruna Oliveira, e os alunos do técnico em Agropecuária Bruno Pancotto e Guilherme Pancieri, que se tornaram a primeira equipe de calouros a conquistar uma medalha na história da Obap, ficando com o bronze. O trio é o mesmo classificado para o time brasileiro que disputa a Ieso deste ano.

“Tínhamos acabado de entrar na escola e tivemos que adiantar disciplinas que estudaríamos no último semestre para poder participar da Olimpíada. A prova agrega muito conhecimento. É uma situação de simulação de uma realidade que vamos enfrentar quando formos profissionais”, explica Guilherme.